A cada instante em qualquer lugar no mundo alguém acabou de se apaixonar. Amanhã farão planos eternos e passarão dias sonhando acordados com a pessoa amada. Também é verdade que a cada instante tem alguém chorando porque ouviu a pessoa amada dizer que a paixão acabou.
É comum tanto aos que acabaram de se apaixonar e àqueles que estão no final da paixão esquecer que a paixão tem prazo de validade. Tudo nesta vida já nasce com prazo de validade. Nós, inclusive. O que devemos fazer é aproveitar o prazo de validade.
Assim é o nosso emprego, é a convivência com vizinho chato, aquela viagem inesquecível... Chega um momento em que é inevitável tomarmos outro rumo na vida. Ou a vida nos dá outro rumo.
Peguemos o queijo como exemplo. Antes de o comprarmos analisamos se realmente necessitamos dele, as características e o prazo de validade. Se quisermos conservá-lo em condições ideais para consumo devemos deixá-lo em lugar fresco, bem protegido e ficarmos de olhos para ninguém nos roubar. Todo esse cuidado deveríamos ter ou receber da pessoa por quem acabamos de nos apaixonar.
Assim como existem vários tipos de queijos, existem também diversos tipos de pessoas. Às vezes levamos para casa certo tipo de queijo e nos arrependemos e juramos que nunca mais compraremos aquela marca. Quem não já se arrependeu de levado para casa a pessoa errada?
Se você não gostou do exemplo do queijo, substitua-o por vinho ou azeite que podem ter “prazo de validade indeterminado se devidamente acondicionado”.