Hoje somos todos fotógrafos. Desde a criancinha até a senhora de mais idade estamos todos aptos a registrar pessoas e fazer história. A câmera está nos celulares, ipads, iphones, máquinas compactas etc. Nem por isso o fotógrafo profissional está ameaçado. Só ele detém a técnica e o olhar fotográfico apurado. Nenhuma noiva contrata seu sobrinho de cinco anos ou sua tia alegre e gente boa para fotografar seu casamento só porque eles tem uma ‘máquina boa’. 

Não basta ter uma máquina super, extra poderosa. É fundamental conhecer as técnicas e equipamentos como sombrinhas, flashes, geradores, refletores, sem falar da pós-produção - novo nome para laboratório. Só o Fotógrafo sabe levantar a auto estima das pessoas e fazê-las mais bonitas. Esse diferencial é que salva o emprego dele. Se as pessoas saírem mais feias ele perde o emprego. A criancinha e a tiazona não dominam essa técnica.
A facilidade para fotografar socializou as pessoas. A socialização da fotografia digital está nas mãos de todos que possuem uma máquina ou celular.
A primeira etapa da socialização é quando o fotógrafo junta as pessoas, aponta seu equipamento, faz uma gracinha para botar um sorriso (o velho ‘olha o passarinho’ é infalível)... e faz a foto.
O segundo momento da socialização dá-se em volta do fotógrafo quando todos querem ver como se saíram. O terceiro momento é quando essas pessoas recebem as fotos por correio eletrônico. Mostram-nas para os colegas e parentes que estejam por perto.
O quarto momento é quando as publica nas redes sociais. O quinto momento da socialização acontece pelos comentários dos integrantes da rede social.
Fica constatado que quanto mais fotografamos mais nos socializamos, mais sorrimos, mais alta estará nossa auto estima.
Finalizo plagiando Glauber Rocha: “uma máquina na mão, uma idéia na cabeça” e um sorriso no rosto. Eis a receita para a alegria.