Nestas épocas natalinas nossos pensamentos e orações voltam-se para o nascimento de Cristo. Ainda que essa festa tenha se tornado mais mercantilista que religiosa, onde quer que estejamos ouvimos músicas angelicais que enternecem nossos corações e vemos as luzes fazerem um espetáculo à parte. Piscantes e coloridas, alegram nossas vistas. Os enfeites marcadamente vermelhos alegram nossos corações. As árvores-de-natal são o que mais me chamam atenção. Tanto pelas suas belezas como pelo trabalho delicado para montá-las. 

Existe coisa mais sem graça que uma árvore-de-natal desligada? Desligada, ela se compara a uma árvore morta. Ligada, se assemelha a uma árvore repleta de flores, frutos ou cheinha de pássaros brincando em seus galhos. Esta é a árvore que gosto de ver. Aqui perto de casa 'plantaram' uma árvore-de-natal bem grande no meio do canteiro que separa as pistas. É linda! À noite os motoristas diminuem a velocidade só para admirá-la. Durante o dia é uma árvore morta. A gente nem olha.
Essa beleza piscante e vermelha independe da cidade ou do país. Cada qual quer mostrar sua árvore grande e bela. Aqui em Brasília a Torre de TV forma uma linda árvore iluminada. Na Esplanada dos Ministérios as árvores naturais ficam ainda mais belas com seus troncos e galhos cobertos com pisca-piscas que não se cansam de acender e apagar.
Essa incessante alegria dos pisca-piscas energizam nossa paz, as músicas acalmam o corre-corre do dia e as árvores nos convidam para subir em seus galhos.
As árvores de verdade nos dão seus frutos e chamam os meninos traquinas a subirem em seus galhos. As natalinas convidam adultos e traquinas a admirar suas luzes piscantes e enfeites vermelhos. Suzana enche-se de felicidade nesses dias natalinos. Sabe o dia certinho de montá-las e desmontá-las... E espera ansiosamente.
– Trinta de novembro e seis de janeiro, não pode passar desse dia, senão... - Disse-me ela cheia de mistério.