Crônicas 2018

Se reelegermos os mesmos continuaremos perdendo de 7 a 1

Em 2014, quarenta dias antes da copa do mundo todos os brasileiros já sabiam quem seriam os nossos craques, titulares e reservas. Na copa de 2018 não foi diferente. Quarenta dias antes, já sabíamos o nome do técnico e auxiliares.

Faltando quarenta dias para as eleições existe um sentimento geral de não sabermos em quem iremos votar; não sabemos quem vamos escalar para comandar o nosso país. Dá para imaginar uma seleção vitoriosa se tão perto do jogo sequer sabe quais serão seus jogadores?

Cientistas políticos afirmam que os brasileiros ainda não sabem em quem irão votar. Apesar de os estudiosos serem unânimes sobre o nosso desânimo, eu tive certeza quando a turma de passarinheiros falou sobre eleições.

A derrota do Brasil nas últimas copas não interferiu em nada no nosso cotidiano. Não interferiu na educação, não diminuiu as filas nos hospitais, tampouco alterou o ânimo dos corruptos para se arrependerem dos furtos e devolverem o dinheiro surrupiado. As derrotas da seleção trouxeram um aperto no coração, mas estamos dentre as oito melhores seleções do mundo. Não conheço ninguém que seja oitavo do mundo em alguma coisa.

Em outubro escolheremos os políticos que governarão o país, isso sim, muda a nossa vida, nossos salários, influencia nos preços das mercadorias e serviços. Tanto é verdade que, se o Brasil não está melhor educacionalmente, tecnologicamente ou na conservação do meio ambiente, a culpa é dos políticos que vimos elegendo até hoje. Se nem todos são culpados, a culpa recai na maioria porque todas as decisões tomadas no Parlamento são decididas pela maioria. Nenhum presidente ou governador consegue aprovar seus projetos se não contar com a maioria de parlamentares.

Estamos muito preocupados com quem será o Presidente, mas ele não governa se não tiver a maioria de votos no Congresso Nacional. Portanto, temos que nos preocupar com a eleição como um todo. A eleição presidencial é apenas uma fatia do todo.

Projetos bons, altruístas e engrandecedores apareceram ao longo dos anos. Só que a maioria votou pelo arquivamento dessas ideias. Portanto, se o Brasil não está bem é por causa dos votos da maioria dos parlamentares. Se reelegermos os mesmos continuaremos perdendo de 7 a 1.

Colaboração Thaís Oliveira

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