Esta semana não foi fácil para alguns brasilienses. Quem prestou um pouco de atenção aos noticiários viu que começamos a semana com um policial militar – ex-namorado ciumento - que assassinou com cinco tiros a Jéssyka e baleou gravemente Pedro Henrique, amigo dela.

No dia seguinte vimos a covardia de quatro policiais militares agredindo um senhor de 67 anos de idade. Violência gratuita como mostraram as câmeras.

No dia seguinte um soldado do Corpo de Bombeiros surtou no aeroporto de Brasília porque perdera seu voo. Causou grande transtorno aos usuários do aeroporto.

Não vou nem falar das agressões que você e eu sofremos dos políticos corruptos.

Quero refletir com você os casos dos militares que fugiram à ordem.

Por que os homens que deveriam cuidar da harmonia da nossa cidade e da nossa segurança foram atingidos por um furacão que mexeu com seus juízos? Não seria o momento de essas instituições reverem seus ensinamentos, suas metodologias e suas teorias? Distinguir entre o hostil e o amigável é próprio dos guardiões. O problema é quando o cão-guardião ataca o pastor e suas ovelhas.

A paz é um fenômeno que cabe em qualquer lugar e depende somente de cada um de nós. Não precisamos de nenhuma instituição de governo nem permissão de ninguém. Depende de nós individualmente. Não somos obrigados a fazer a paz ou a guerra. Apaziguar é iniciativa discricionária de cada indivíduo.

Quando vemos na televisão um grupo de policiais batendo num senhor de 67 anos, desarmado, que não oferecia nenhum risco a eles, é uma cena que poderia ser plenamente de paz. Era só questão de atitude pela paz. Bastava o policial que iniciou a agressão se reposicionar, reavaliar sua conduta, olhar para aquele senhor como se fosse seu pai, seu tio ou ele mesmo quando chegar aos 67 anos... Faltou colocar-se no lugar do outro.

Qualquer um de nós se tivermos neste momento uma atitude belicosa, seja por palavras ou gestos, vamos afastar as pessoas ao nosso redor. Elas ficarão com medo, mexeremos negativamente em todo o ambiente em que estamos. Mas, se neste mesmo ambiente tivermos uma atitude de paz e acolhimento, as pessoas vão se aproximar... até os belicosos! A paz une até quem está em guerra.

Para nossa reflexão deixo trecho da poesia O Dia do Soldado em Niterói, autor desconhecido:

Um dia usei farda, camuflagem, cantil e fuzil.

Cavei trincheiras, marchei em ordem unida.

Prestei continência, corri em acelerado.

Cantei o hino nacional, da bandeira.

Tirei guarda, fiz faxina, puxei pernoites.

Fiz corridinhas mixurucas que não davam nem pra cansar.

Aprendi sobre honra, retidão, respeito e confiança e que armas não geram violência e flores não trazem a paz.

E sim, as intenções das mãos que as carregam....[1]

 


[1] Livro Poemas e Canções Heroicas Marciais (guerreiras)